Tuesday, September 11, 2007

Reflexiones acerca del futuro

Son realmente innumerables las reflexiones que podemos hacer acerca de nuestro futuro, de aquí a cien años, puesto que vivimos una verdadera revolución tecnológica y una globalización – sobre todo económica – sin precedentes en la Historia de la Humanidad.

Así, en ese pequeño y modesto texto, buscamos reflexionar acerca de los temas que consideramos los más capitales para el cambio de nuestra realidad.

En mi opinión, los temas principales, aunque siempre sean muy relacionados y muchas veces se confunden, son: Los avances de la técnica; el trabajo, la familia; el medio ambiente, la esperanza de vida y, finalmente, nuestra sociedad en general.

Sin embargo, podemos afirmar con toda la seguridad la gran importancia de un solo factor sobre todos los cambios del futuro. Tal factor será los nuestros valores. Realmente lo que será esencial para nosotros en el futuro, seguiremos nosotros nuestro actual sistema de valores, extremadamente materialista, consumista, en el cual la mayoría de las personas buscan en sus relaciones tan solo una red de contactos a partir de los cuales se pueda obtener ventajas? Seguiremos simplemente buscando la simple supervivencia, aunque sea para sostener un sistema capitalista que no tiene el menor respeto por la vida humana y por el medio ambiente? Así preguntamos, cuales serán nuestros valores?

Pensar sobre valores se hace de gran importancia también por la humanidad ya haber hecho uso de las técnicas modernas para matar en gran escala, como en los campos de concentración, entre tantas otras cosas terribles que nosotros humanos estamos haciendonos unos contra los otros, todo por el poder.

Sobre los avances de la técnica, entendemos que en la actualidad se direcciona casi exclusivamente a la acumulación capitalista. Pero sólo eso ya se ha demostrado insuficiente para la mejoría de la vida de la población del mundo. Así, pienso que hay que añadir valores más humanos a los avances técnicos, y a la tecnología, para que ésta beneficie a todos y no sólo a los capitalistas. Hay que democratizar la tecnología. La tecnología pensada sobre bases más humanas tendrá inmenso beneficio sobre el trabajo. Las personas podrán trabajar menos – 6 horas al día – y en tareas mejores, en las que se use más la inteligencia. Las personas también podrán tener más tiempo para la cultura, para los deportes, la educación y para el ocio de calidad.

Las actividades económicas no más podrán beneficiar solamente a los capitalistas. Hay que cambiar la estructura social de la producción hacia un sistema de autogestión, en el cual la pose de los medios de producción será de los trabajadores. Pero éste no será la utopía ingenua del pasado, será un sistema justo en el cual los mejores tendrán los cargos más elevados, pero, es seguro que todos, desde el más humilde, tendrán sueldos dignos y nadie tendrá hambre.

Trabajando menos, pero con más productividad y con trabajos más humanos, inteligentes y dignos, también es muy seguro que tengamos condiciones mucho mejores para dar a nuestros hijos una educación superior, no sólo buena formación intelectual, sino formación humana. Así, tendremos nuevas generaciones cada vez más sanas y menos violentas, las Cáceles no más serán necesarias.

Una sociedad, o una humanidad con valores cambiados hacia una mayor humanización de las relaciones de producción, seguramente tendrá mucho mayor respecto por el medio ambiente, puesto que personas inteligentes no más destruirán el planeta por ganancias. También tendremos nuevas y limpias fuentes de energía y no más dependeremos del petróleo. Tales fuentes serán accesibles a todos y no más tendremos guerras por sus controles.

Con todas estas mejoras, se hace casi innecesario concluir que tendremos mucho mayor esperanza de vida para todos.

Una humanidad más avanzada tendrá finalmente las condiciones básicas para comunicarse con las civilizaciones extraterrestres, mucho más evolucionadas que la nuestra y que nos ayudarán a mejorar aún más nuestra humanidad.

Sin embargo, si seguimos utilizando los avances de la modernidad tan sólo para la acumulación capitalista y a la explotación de los más débiles, entonces seguiremos una segura vía hacia nuestra autodestrucción.

Friday, September 07, 2007

07 de Setembro, ou mais um feriado



07 de Setembro,
De ternas memórias infantis,
íamos À parada militar ver
o sucateado
exército Brasileiro;
Exército de uma mdas maiores colônias pós modernas;
Do país quiçá
com maior vocação
para ser uma colônia,
Não meramente colônia econômica,
mas colônia mental,
dada a nossa ancestralidade, as nossa raízes,
Da cordialidade, do sentimentalismo exagerado,
piegas, de um imperativo materialista grosseiro, chão,
Que país mentalmente miserárel !
Que Elite prostituta, sempre à mercê das novas benesses
do alienígena capital,
nao, nao importa que tenhamos 50 milhoes de indigentes,
o que importa é ter melhorado o padrão, o padrão de consumo,
os contatos, o networking,
O Brasileiro, esse Animal, está sempre à mercê dos novos modismos,
Inerme, se entregua, irrefletido,
a tudo e todos que se lhes ascene com novos sonhos de consumo,
e a vida se esvai, com novos pães e circos,
novas miragens,
o povo se mata de trabalhar para
simplesmente manter,
um sistema escravocrata,
O Brasileiro, do mais rico ao mais pobre,
tem lutado uma luta inglória,
em rota segura a boçalidade, ao ostracismo,
ou seja,
À colonização mental.

Luciano Corsi

Saturday, September 01, 2007

Texto Visceral sobre a Sociedade Pós Moderna e Neo Liberal





Essa nossa sociadade, a capitalista, a dita democrática, um quase infinito oceano de novas tecnologias... Mas a vida nunca foi, para a grande maioria, tão miserável, tão intensamente ensimesmada. Tão acrítica, a-cultural, tão a-histórica.

Provavelmente vivemos a época da tácita aceitação, não , nao somente aceitação, mas somos levados não sabemos exatamete bem por quem a louvar a Hipocrisia. Somos levados por um tal ente amorfo, o capital, mas falta-nos coragem de combater seus poderosos chefões. Vivemos a época do assassínio da espontaneidade. A morte da alma que sente e que pensa.

Por mais que a nossa inteligência, que percebe o circo de palhaços, e que grita o suicídio coletivo para o qual nos movemos, parecemos letárgicos, inermes zumbis em busca de atender aos imperativos da mera sobrevivência;

Não importa quão diametralmente oposto à verdade seja o discurso do novo guru corporativo, do novo burocrata do império, do plutocrata da alta finança, não, já se lhes concedemos o salvo conduto de nos fazer de otários.

Aquiescemos de tal maneira à infinitude de mentiras advindas dos poderosos, que, bem que eles já não se preocupam em ser sutis. Massificam a idiotia, fazem da arte, de tudo o pouco que o ser humano expressa de belo, em mais valor de troca, em mais exploração, em mais mortes por poder ! Em mais, enfim, alienação, bestificação das tenras mentes humanas.

Países outrora baluartes da cultura - leia-se França - vão, sem muita resistência, aderindo à essa mesmice, a essa fácil entrega, agora abraçam o Inglês, nao o Inglês filosófico, aquele de um Sheakspeare, de grandes pensadores, não, o raso, o ralo, o epidérmico inglês corporativo, poderia bem ser somente a palavra Yes ao patronato, aos Grandes Patriarcas da grana e das armas que tão bem lhes serve de suporte.

As diversões sao cada vez mais marcadas pela busca ignominiosa de grana, grana, grana... Indústria cultural, ou, Pão e Circo pro povo ignorante.

Surge assim a questão, quando dispertará a Humanidade, em qualidade e volume sufuciente para fazermos frente a esse mar de mediocridade, de democracia escravocrata e de mais falácias neo-liberais?

Temos que parar de nos vendermos pelos tecnológicos espelhinhos dos neo colonizadores globais e lutar, mesmo que morrendo, por uma vida mais plena, de uma vida plural, de mais cultura, arte, ciência real, de mais esportes, de mais saber, de mais cidadania, enfim, ou reinvidicamos de vez a condição de seres espirituais, ou voltaremos, inermes, à nossa recente condição de macacos.



Luciano Corsi

Saturday, August 25, 2007

Vida, ideologias, morte ...



VIDA, PRAZER, MOMENTOS
AO SE CHEGAR A CERTO MOMENTO DA EXISTÊNCIA;
O QUE OUTRORA ERA MÁGICO,
PARECE TORNAR-SE, NAO SEI COMO,
EFÊMERO... SEM CONSISTÊNCIA,
TALVEZ VIVAMOS UMA ERA DE
REAL (DE)SINFORMAÇÃO,
DESSEVIÇO;
PRESSA INÚTIL, A NAO SER A QUEM
SE NOS IMPLANTOU, NA MARRA, ESSE
SISTEMA
DE VALORES ,
OS PROGRAMADORES DE SERES HUMANOS NAO
TERÃO QUE ACORDAR DE MADRUGA;
RESPONDER CENTENAS DE EMAILS, TRABALHAR POR 15
DEIXAR DE PENSAR,
MAS, TALVEZ PORQUE TENHA SIDO TÃO FÁCIL
CONSEGUIR TRANSFORMAR HUMANDOS EM
ZUMBIS ANDRÓIDES,
QUE, DESCUIDADOS,
DEIXARAM BRECHAS EM SEUS SISTEMAS,
O QUE OS LEVARÁ À AUTODESTRUIÇÃO.
COMO SEMPRE;
ATÉ QUE SURJA OUTROS PROGRAMADORES,
OU,
SE SE CONSIDERAR A UTOPIA,
NOS EMANCIPAREMOS DA CONDIÇÃO DE
SERVIS MERCADORIAS,
ÁVIDAS POR MAIS MERCADORIAS ...

LUCIANO

Thursday, April 19, 2007

Não, não discuta com eles !



Meditar, folosofar, pensar,
nos nossos dias pós modernos, pode ser perigoso...
No Brasil, então,
um quase sacrilégio, não, não tentemos despertar nosso irmão,
de incauto extâse consumista,
da irrefletida competição corporativa,
da idiotizante e inútil televisão,
da sonolenta e previsível publicidade,
nao, nao lhes retiremos os chips que se lhes implantaram
os capitalistas,
depois de tantos
atrozes morticínios
guerras mercantis,
ditaduras sanguinolentas,
que resumiram a educação e cultura
salvo plagas privilegiadas,
em adestramento laboral,
ou onde falte trabalho, conformismo cego total,
nao, cultivemos os nossos jardins, nós que já os contemplamos
e transcendemos a mísera condição mercantilista da vida pos moderna,
mas, creiam-me,
nao adianta debater com os capitalistas,
eles deturparam a verdade
transformando-a em {mais uma}
mercadoria,
valor de troca,
oscilante aos humores no mercado,
no mundo que tao bem dominam com a força bruta,
a verdade já se lhes afigura
propriedade inalienável, cujo questionamento é
devidamente punido ...
com a morte.

Luciano Corsi

Sunday, March 25, 2007

Minha alma ...




"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."

Clarice Lispector

Stalingrado, por Drummond




Stalingrado


Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus seios que estalam e caem
enquanto outros, vingadores, se elevam





A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontra-lo em ti, cidade destruída,
na paz de tuas ruas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,
na tua fria vontade de resistir.



Saber que resistes.
Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes.
Que quando abrirmos o jornal pela manhã teu nome (em ouro
[oculto) estará firme no alto da página.
Terá custado milhares de homens, tanques e aviões, mas valeu
[a pena.
Saber que vigias, Stalingrado,
sobre nossas cabeças, nossas prevenções e nossos confusos
[pensamentos distantes
dá um enorme alento à alma desesperada
e ao coração que duvida.

Stalingrado, miserável monte de escombros, entretanto
[resplandecente!
As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e
[silêncio
Débeis em face do teu pavoroso poder,
mesquinhas no seu esplendor de mármores salvos e rios não
[profanados,
as pobres e prudentes cidades, outrora gloriosas, entregues
[sem lutas
aprendem contigo o gesto de fogo,
Também elas podem esperar.

Stalingrado, quantas esperanças!
Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!
Que felicidade brota de tuas casas!
De umas apenas resta a escada cheia de corpos;
de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.

Não há mais livros para ler nem teatros funcionando nem
[trabalho nas fábricas,
todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços
[negros na parede,
mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol,
ó minha louca Stalingrado

A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços
[sangrentos,
apalpo as formas desmanteladas de teu corpo,
caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos soltas e
[relógios partidos,
sinto-te como uma criatura humana, e que és tu, Stalingrado,
[senão isto?
Uma criatura que não quer morrer e combate,
contra o céu, a água, o metal, a criatura combate,
contra milhões de braços e engenhos mecânicos a criatura
[combate,
contra o frio, a fome, à noite, contra a morte a criatura
[combate,
e vence.





As cidades podem vencer, Stalingrado!
Penso na vitória das cidades, que por enquanto é apenas uma
[fumaça subindo do Volga;
Penso no colar das cidades, que se amarão e se defenderão
[contra tudo.
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres,
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.