Tuesday, February 05, 2008

Recursos existem, tanto que são jogados fora, ou quase...



Recursos existem, tanto que são jogados fora, ou quase...

O comércio internacional representa o fluxo físico de bens e serviços em nível global, analogamente ao sistema circulatório do corpo humano.

Contudo, diferentemente do equilíbrio e harmonia reinantes no corpo humano, desenvolve-se o comércio internacional sob os imperativos totais dos economicamente mais fortes, sob as bases impostas pelas nações ricas às nações subdesenvolvidas ou às denominadas em vias de desenvolvimento.

O que mais chama a atenção, nesse aspecto, são os imensos paradoxos do discurso liberalizador dos países ricos.

Ideólogos ou baluartes do desenvolvimento através do mercado, tão cada vez mais livre quão (deliberadamente) injusto, não se acanham em praticar as mais arcaicas e predatórias formas de protecionismo ou incentivos às suas exportações, seja de bens, serviços, investimentos e capitais sob diversas modalidades.

Desnecessário faz-se o detalhar de como emergiram tais nações como as atuais potências, mas não podemos deixar de mencionar que um dos seus motores foi inegavelmente um mercantilismo caracterizado por intenso, imenso e virulento protecionismo (principalmente após o colonialismo formal), além de tráfego – legitimado pelo poder militar – de matérias primas para entorpecentes, leia-se papoula / ópio, como a Inglaterra na China e a França na Indochina. Nesse ponto é interessante ressaltar que, na Inglaterra da revolução industrial exportar matéria prima – algodão, sobretudo – sem antes se lhe agregar o devido valor industrial era crime não só inafiançável como punido com a pena capital; Algo totalmente destoante das nossas recém privatizadas, para não se dizer doadas, estatais da mineração, que se contentam em vender minério de ferro para que os ricos produzam bens infinitamente mais valiosos – navios, maquinário, veículos, e nos revendam, sob termos de comércio brutalmente favoráveis a eles.

Um dos fatos que mais chama atenção para a hipocrisia reinante no discurso dos grandes reside na questão dos subsídios agrícolas. Os inacreditáveis USD um trilhão destinado a tais subsídios, praticados pela chamada tríade – EUA, União Européia e Japão – além de provocar profunda distorção no comércio internacional, poderia, se direcionado a fins produtivos com vistas ao bem estar da humanidade – veja-se que não falamos aqui de assistencialismo – simplesmente acabar com a fome do mundo.

Devemos ter em mente, contudo, que o desenvolvimento humano – integral e universal – jamais foi objetivado pelo capitalismo, cuja lógica – a da acumulação como fim em si mesmo, logo um fim irrefletido e obtuso – tem como fundamento básico, para não se dizer o central, a exploração dos países pobres, sob as mais diversas conotações hipócritas, das mais sutis às mais abertamente preconceituosas. O objetivo central do capitalismo é a formação de um sistema no qual tal exploração seja não só sistêmica e estrutural, como seja aceita como a mais natural e justa possível pela massa crescente de pobres, haja vista quão intensamente lutam para que, com os estados fracos incutidos via neoliberalismo, os países pobres invistam cada vez menos em educação e nas denominadas áreas sociais.

O capitalismo não só se delicia, mas produz efetiva e deliberadamente exclusão social, para que possam possuir cada vez mais, para que possam posar em revistas “caras” mundo afora, numa cada vez mais pobre e pseudo-arte inútil;

Em boa hora, de 2003 a 2007 os EUA já jogaram literalmente no lixo, em valores reais, cerca de quase impensáveis USD 2 trilhões de dólares (com T mesmo), mas não devemos ignorar o fato que esse dinheiro retorna, célere, às indústrias patrocinadoras da farra, notadamente as bélicas, que, naturalmente destinam generosas comissões ao governo Yanquee, novo ideólogo do capital totalitário como a símbolo da liberdade. A eternamente defendida liberdade de os fortes se investirem no direito de roubarem, com o uso da força, logo da falta de liberdade, os mais fracos.

Luciano Corsi

Friday, January 18, 2008

NÃO TE ESCANDALIZES

NÃO TE ESCANDALIZES

Nenhuma experiência infeliz que os teus familiares estejam atravessando te escandalize.

O espírito é comparável a um bloco de pedra, cujas arestas necessitam ser aparadas.

Extremismos de opinião demonstram infantilidade.

Todos os homens são potencialmente bons.

Quase sempre, sem equivocar-se repetidas vezes, o espírito não encontra o caminho do equilíbrio.

Porque ainda não erraste, não te julgues imune ao erro.

A experiência de quem faliu vale mais que a virtude aparente de quem ainda não se expôs à tentação.

Quem desceu moralmente, ao recuperar-se, pode subir mais depressa do que aquele que se põe a criticar-lhe a queda.

Se a tua virtude, para se destacar, necessita de colocar em evidência o deslize de alguém, a tua virtude não passa de máscara que afivelas ao rosto.

É possível que, se condições de anonimato te favorecessem, não hesitasses em fazer o mal, ao invés do bem que fazes mais por conveniência que por convicção.


DO LIVRO: Teu Lar
PELO ESPÍRITO: Irmão José
PSICOGRAFIA: Carlos A. Baccelli

Thursday, January 17, 2008

Novo e estranho Socialismo ....

A maioria diz,
Socialismo é simplismo,
A (atual) Pluralidade não o suportaria,
Por paradoxal que soe,
novamente, a imensa maioria,
despercebida,
Trabalha, luta, mata e morre,
por um mui estranho socialismo,
o socialismo total,
de tudo, de todos.
Para a sociedade como um todo?
Não.
Somente Para as corporações, mega ricos,
mega especuladores;
Sim, os detentores do capital,
aos poucos
e às vezes com brutal violência,
através de uma imensa máquina de propaganda,
cerebral lavagem,
Constroem um novo sistema de valores,
Inquestionável,
Sob pena de morte, real, ou,
Por exclusão, indireta,
De um novo socialismo,
de todos os recursos do mundo,
concentrados,
em suas ínfimas sociedades;
em minúsculas ilhas de abastança,
tal o neo socialismo,
O socialismo (exclusivo) dos mega ricos...


Luciano Corsi

Wednesday, January 16, 2008

Tan Solo un poco de Pablo Neruda ...

Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.


'' ... Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida ... ''


Concordo com D.Quixote: o meu repouso é a batalha.

Monday, January 14, 2008

Perseverar !!

Sim, perseverar, é preciso
perseverar,
pra ver no que vai dar,
Mesmo com tantas injustiças,
mesmo com nossa quase infinda ignorância,
mesmo com nossos medos, receios,
orgulhos, ilusões, culpas,
Sim, mesmo que seja para caminhar para uma
menos ruim,
morte,
Mas, se é para se continuar,
então, faz-se imperioso o mudar, consciente,
interiormente.

Rumo à perfeição, ao transcencente.

Friday, January 11, 2008

És espírito

És espírito e, portanto, igual em essência a todos os homens.

A não ser o que pensas e o que sentes intimamente nada te diferencia dos demais.

As tuas características físicas apenas atendem, transitoriamente, as tuas necessidades de evolução.

A rigor, são-te indiferentes as condições raciais e sociais em que vives na Terra.

A tua sexualidade, consoante as tuas inclinações e preferências, exterioriza a tua situação psicológica momentânea.

Até que atinjas a luz invariável da Perfeição, estarás sempre mudando.

Nenhum ponto do universo exerce, mais do que outro, qualquer espécie de atração sobre ti.

O amor que hoje individualizas será, amanhã, coletivo.

És uma criatura em permanente expansão e, assim, mesmo sem saberes, não te adaptas a rótulos nem te prendes a limites.

Toda dor que experimentes é ilusória e passará, após ter-se cumprido em ti com a finalidade de te acordar a consciência.


DO LIVRO: Teu Lar
PELO ESPÍRITO: Irmão José
PSICOGRAFIA: Carlos A. Baccelli